Homem que é homem não chora? Tolice.
Homem que é homem pode chorar _inclusive em comercial de Chambinho_ e mesmo assim manter a macheza.
Não digo que o que pensam de você não é importante. É, mas tudo tem limite. Até o mais durão dos caras sente uma vontadezinha de chorar de vez em quando. É normal, é saudável, ajuda a digerir a vida. Por que então franzir a testa e prender a lágrima? Fazer que nem precisa de ninguém, que dá conta sozinho?
Pois bem, que estive agora no largo do Arouche, deitado no colo da menina dos olhinhos brilhantes. E nada de neura ou medo, espanto ou pesadelo. Tava com vontade de chorar e chorei. Na frente dela.
Foi assim. Não tinha nenhum sofrimento enorme, nenhuma perda irreparável. Quis chorar pra colocar uma angústia pra fora do peito apertado.
Parecem mesmo estar no ar sufocado de São Paulo essas pequenas gotinhas de angústia e amor entrecortado. Uma dorzinha fina, de beliscão bem dado, mas lá dentro do peito. Feito garoa fina que entra sorrateira no coração de quem passa.
E, uma lágrima que desce, coisinha besta de poucos segundos, é uma enxurrada pra quem está meio derrubado.
Olha, que me lembrei agora de "A Limpeza de Teresa", livrinho sobre velhinha insana que saiu por aí limpando todo o mundo.
Vai em homenagem à Tereza Cândida:

A idéia, meu caro amigo, é não se preocupar tanto com o que vão dizer. Ela _seja moça, moçoila, namorada, vizinha, mulher de amigo, paquerinha, ficante ou amorzinho gostoso_ vai achar lindo. O espetáculo é rentoso, o Cafajeste assegura.
Vamos lá, quero que você se comprometa: ao menos tente.
Mas não finja. Em hipótese alguma pense que ela, mulher que o ama, não perceberá tamanha falsidade. Elas sempre percebem.
Para que a coisa funcione, é preciso que o exercício seja feito por completo. Somente com lágrimas legítimas, mesmo que de crocodilo, o momento será mágico e poderá ser guardado para sempre no coração dela... e também no seu, ora bolas.
Vamos, meu caro, abra os canais lacrimais! Eles _definitivamente_ não têm nada a ver com sexo.
Se bem que uma lagrimazinha...
Conselho de hoje:
Nem sempre se vê lágrima no escuro.
0 comentários:
Postar um comentário